29 de mar. de 2012

Eu me sinto meio confusa.
Há momentos que eu te sinto extremamente carinhoso, mesmo quando é implicante. E no dia seguinte, já te acho meio frio, meio distante. Como ontem e hoje. Eu me senti a pessoa mais querida do mundo ontem, antes de dormir. Dormi, acordei e vim trabalhar com essa sensação. Aí mando uma mensagem, expressando isso e.......NADA! Nem uma resposta, nenhum comentário, silêncio absoluto.
Me deixa meio chateada sabe. Parece que tu tem as coisas como certas, que tem medida, limite. Que não quer falar nada, pra não se comprometer. Mas será que as atitudes não comprometem mais do que palavras?
Vai ver que é aquele "não sei" que ainda existe. Ou ele virou um "não" mesmo.

26 de mar. de 2012

Hoje eu me dei conta de algo que já tinha percebido há um tempo: durmo bem melhor e mais tranquila com você ali do emu lado. O sono é mais tranquilo, eu descanso de verdade. Fico com a sensação de ter dormido muuuuitas horas a mais do que realmente dormi.
Me sinto muito feliz ao teu lado. Gosto de como a gente consegue se enxergar junto. Da tua delicadeza comigo. Achei engraçado e fofo você me contando sobre a preocupação do Gordo comigo e as tuas respostas pra ele. E a ligação pra saber onde eu estava e o "tô no teu bico", mesmo estando a trezentos metros de distância só.
Gosto muito do jeito como a tua família me trata: eu me sinto em casa e gosto de ficar lá. Adoro o Gio, a Taís, a tua mãe. Como tudo é leve, mente aberta. Se eu não estivesse bem cansada, adoraria ter ficado lá a noite toda. Adoro teus primos, o jeito engraçado, a intimidade. Me sinto parte de um todo.
E pela primeira vez na vida eu me sinto uma pessoa normal: não quero ser ninguém, só eu mesma.

20 de mar. de 2012

Fazem dois meses que não escrevo. Desde 17 de janeiro bastante coisa aconteceu. E eu mudei, de novo, como sempre. Senti algumas coisas, acreditei, desacreditei, esqueci, voltei a lembrar....
Eu achei que a fase ruim ia passar e não ser mais lembrada. Realmente passou pela minha cabeça terminar tudo, te deixar de lado e pronto. Livre. Já que minha cabeça não assimila essa coisa de "dar um tempo": pra mim as coisas são ou não e ponto.
A gente acabou continuando pra ver o que é que dava. Eu só pedia paciência e engolia as frustrações, a carência, a solidão. Pedia pra ter a minha vida de volta, a alegria de sempre. E num belo dia, as coisas começaram a mudar. Pelo jeito estão se assentando. Só que soam incoerentes, e incomodam meus pensamentos. Se eu seguir adiante, sem falar nada, as coisas acontecem do jeito que eu penso. Se eu parar e questionar, a resposta é diferente. Eu vou deixando de lado, fingindo que não me machuca, que tudo está normal. Um pouco por não acreditar muito nas palavras e mais nas atitudes, outro pouco por ver que ainda há resquícios traumáticos.
Mas me pergunto se é isso que eu quero pra mim: se é meu desejo ou costume. Se me faz falta, se realmente tenho vontade. Se me sinto parte ou se estou só servindo.
Pode ser que eu leia tudo isso e ache uma bobagem, daqui a cinco minutos. Na real, já estou achando agora mesmo.
Eu estou em momento de transição. Momento de mudar a vida. Novo ciclo. Vai ser um novo trabalho. Novo ambiente. Vou sair da minha zona de conforto e tocar a vida, encerrar realmente o ciclo. Eu já me vejo querendo novas fases no âmbito pessoal também. e não é vontade só minha. Eu tenho vontade de ser normal, sabe? Do jeito que eu nunca fui e agora parece que estou o mais próximo disso. Aí parece que veio a vontade do pacote completo de normalidade: emprego, estudo, familia, casa.