Fazem dois meses que não escrevo. Desde 17 de janeiro bastante coisa aconteceu. E eu mudei, de novo, como sempre. Senti algumas coisas, acreditei, desacreditei, esqueci, voltei a lembrar....
Eu achei que a fase ruim ia passar e não ser mais lembrada. Realmente passou pela minha cabeça terminar tudo, te deixar de lado e pronto. Livre. Já que minha cabeça não assimila essa coisa de "dar um tempo": pra mim as coisas são ou não e ponto.
A gente acabou continuando pra ver o que é que dava. Eu só pedia paciência e engolia as frustrações, a carência, a solidão. Pedia pra ter a minha vida de volta, a alegria de sempre. E num belo dia, as coisas começaram a mudar. Pelo jeito estão se assentando. Só que soam incoerentes, e incomodam meus pensamentos. Se eu seguir adiante, sem falar nada, as coisas acontecem do jeito que eu penso. Se eu parar e questionar, a resposta é diferente. Eu vou deixando de lado, fingindo que não me machuca, que tudo está normal. Um pouco por não acreditar muito nas palavras e mais nas atitudes, outro pouco por ver que ainda há resquícios traumáticos.
Mas me pergunto se é isso que eu quero pra mim: se é meu desejo ou costume. Se me faz falta, se realmente tenho vontade. Se me sinto parte ou se estou só servindo.
Pode ser que eu leia tudo isso e ache uma bobagem, daqui a cinco minutos. Na real, já estou achando agora mesmo.
Eu estou em momento de transição. Momento de mudar a vida. Novo ciclo. Vai ser um novo trabalho. Novo ambiente. Vou sair da minha zona de conforto e tocar a vida, encerrar realmente o ciclo. Eu já me vejo querendo novas fases no âmbito pessoal também. e não é vontade só minha. Eu tenho vontade de ser normal, sabe? Do jeito que eu nunca fui e agora parece que estou o mais próximo disso. Aí parece que veio a vontade do pacote completo de normalidade: emprego, estudo, familia, casa.